Vinte e dois anos atrás, o padrasto de dois gêmeos foi assassinado. O pai biológico deles foi condenado pelo crime, e é a notícia de que a data da execução enfim foi marcada que empurra os dois irmãos, já adultos, de volta ao caso. Um virou romancista de mistério e vive de inventar crimes no papel; o outro é promotor e passa os dias diante de crimes de verdade. São idênticos por fora e opostos no método — um avança por intuição e improviso, o outro por processo e procedimento —, e a série usa esse contraste como motor: cada pista chega duas vezes, lida de dois jeitos.
O que eles descobrem cedo é que a condenação foi armada e que a verdade está guardada dentro de um dos maiores conglomerados do país. Um dos irmãos se instala na mansão da família dona do grupo e investiga por dentro, entre criados, seguranças e herdeiros; o outro trabalha por fora, pelas brechas do inquérito. Ao redor deles circulam uma nora da casa que ajuda em segredo e uma repórter de TV local com um vínculo antigo com os dois.
São dezesseis episódios em temporada única, e o desenho do vilão é o ponto: o adversário não é um assassino, é uma estrutura de poder econômico grande demais para ser levada a julgamento.












