Go Ah-in trabalha há dezenove anos na VC Planning, a maior agência de publicidade da Coreia, e chegou a diretora de criação sem o diploma que a empresa valoriza. Filha de um pai jogador e alcoólatra e de uma mãe que foi embora, criada de favor pela tia, ela estudou em livros catados no lixo, passou na universidade mais concorrida do país, perdeu a bolsa na crise de 1997 e acabou numa federal do interior. Por competência, seria a primeira mulher a virar executiva do grupo VC havia muito tempo. Pela origem, não seria nunca.
Então, contra todas as apostas, ela é promovida. Vêm as entrevistas, vêm os parabéns, e vem também a descoberta do que a promoção é de fato: Ah-in é uma executiva de fachada, com validade de um ano, colocada ali para abrir caminho e depois ser jogada fora. Quem a indicou fez isso exatamente por julgá-la descartável.
Ela não responde com raiva, responde com plano — e o plano passa por Kang Han-na, filha do dono do grupo e influenciadora de redes sociais, que chega à agência como executiva e é humilhada por Ah-in diante de todo o andar no primeiro dia de trabalho. Dezesseis capítulos, exibidos no começo de 2023.












