Agentes da Princesa começa com uma caçada: num império chinês fictício e em guerra, nobres soltam escravos numa floresta para persegui-los por esporte, e Chu Qiao é a única que sai viva. Levada para a casa dos Yuwen, uma das famílias mais poderosas da corte, ela vira serva e assiste de dentro às disputas sangrentas do clã — e jura tirar dali a irmã mais nova. Em vez de passar despercebida, chama a atenção de Yuwen Yue, o jovem senhor a quem pertence, que comanda uma rede de espionagem e decide treiná-la sem nenhuma concessão.
Da condição de escrava sem nome, Chu Qiao ascende a espiã e combatente temida e, mais tarde, a estrategista militar disposta a usar o que aprendeu contra a própria instituição da escravidão — trajetória que atravessa quase toda a hierarquia social do mundo em que a série se passa. O eixo é essa formação, não o romance: a disputa amorosa entre Yuwen Yue e Yan Xun, o príncipe de Yanbei mantido como refém na capital, corre ao lado e acaba partida pela guerra que põe os dois em lados opostos.
São 67 episódios na versão televisiva — uma das produções mais longas do catálogo —, com o fôlego de folhetim chinês do fim dos anos 2010 e um segundo ato bem mais sombrio do que o começo faz supor.












