Trinta mil anos atrás, Dongfang Qingcang, senhor do clã da Lua, guerreava contra os três reinos, e a única capaz de purificar o que ele fazia — a deusa Xi Yun, da montanha Xishan — foi selada pelo próprio povo numa semente de orquídea e atirada ao mundo dos mortais. Os deuses derrubaram Dongfang Qingcang e prenderam o que restou dele na torre Haotian.
Milênios depois, aquela semente é Xiao Lanhua, fadinha de patente ínfima que arruma os livros do destino no palácio do Destino e estuda para a prova que a levaria a servir Changheng, o imortal por quem se derrete. Ao tentar salvar Changheng de um vazamento da torre, ela é sugada para dentro e liberta o prisioneiro. No processo, lança nele sem querer o feitiço do coração comum: os dois passam a dividir ferimento, dor e alegria, e quem lançou o feitiço pode lhe dar ordens que ele não consegue desobedecer.
A troca de corpos que abre a história se desfaz logo. O que sustenta os trinta e seis capítulos é o vínculo: um senhor da guerra obrigado a manter viva a criatura que pretendia sacrificar para romper o próprio selo, e que vai se afeiçoando a ela enquanto ainda calcula como usá-la.












