Existe, no mundo de Amor no Contrato, uma profissão inteira montada sobre a desvantagem social de ser solteiro: a assistente de vida de solteiro, contratada para se passar por esposa em jantares de negócios, encontros de casais, reuniões de ex-colegas e eventos de empresa — tudo aquilo a que fica constrangedor comparecer desacompanhado. Choi Sang-eun é a melhor da praça, com treze anos de ofício e uma capacidade quase camaleônica de aprender o hobby, o vocabulário e o estilo que cada cliente precisa que a esposa dele tenha.
Ela também tem uma regra que nunca quebrou: um marido de cada vez. O título original da série é justamente a lista dos dias da semana fora de ordem, porque é aí que a regra cede. Há cinco anos ela cumpre segundas, quartas e sextas com um cliente calado a ponto de quase não lhe dirigir a palavra; quando decide encerrar esse contrato e recomeçar a vida longe dali, aparece um segundo cliente para terças, quintas e sábados — um ator famoso, o oposto exato do primeiro.
São dezesseis episódios, e a comédia romântica trabalha menos o clichê do casamento de fachada do que a pergunta embaixo dele: quem é essa mulher no domingo, o único dia que ela guarda para si.












