As Células de Yumi transforma a vida interior de Kim Yumi, funcionária de escritório na casa dos trinta, num elenco animado de células que discutem, entram em pânico e decidem por ela — a célula do amor, a da razão, a da ansiedade, cada uma com visual e temperamento próprios. A série alterna entre a Yumi em live-action, no mundo real, e a aldeia animada dentro da cabeça dela, onde as células literalmente votam sobre como reagir a cada situação.
O recurso, herdado do webtoon original, dispensa a narração em voz off para explicar sentimento: em vez de dizer que Yumi está insegura, a série mostra a célula da insegurança discutindo com a da confiança. Isso permite tratar temas comuns do romance adulto — relacionamentos que acabam mal, o medo de se abrir de novo, a disputa entre carreira e vida pessoal — sem soar didática, porque o humor das células absorve boa parte da exposição emocional.
Cada temporada corresponde a uma fase da vida da protagonista e a um novo interesse amoroso: primeiro um desenvolvedor de games, depois um colega de trabalho e, anos mais tarde, um editor mais novo que ela, quando Yumi já largou o escritório e virou romancista de sucesso. As duas primeiras temporadas têm catorze episódios cada; a terceira, mais curta, tem oito.












