As Memórias do Homem gira em torno de Lee Jung-hoon, âncora do telejornal noturno de maior audiência da Coreia do Sul. Ele tem hipertimesia: lembra de cada hora de cada dia que viveu, sem conseguir apagar nada. No ar, o público lhe deu o apelido de tirano gentil — sorriso impecável e perguntas que encurralam o entrevistado. Fora do ar, o que a memória não solta é Jung Seo-yeon, a bailarina que foi seu primeiro amor e que desapareceu de forma atroz oito anos antes.
Yeo Ha-jin é o oposto exato. Modelo publicitária que virou atriz, hoje é mais reconhecida pelo alcance nas redes do que pelo trabalho em cena, e publica opinião sem filtro várias vezes ao dia. Do próprio passado, porém, ela apagou justamente os trechos que mais importavam — inclusive a amizade que teve com Seo-yeon.
O encontro entre os dois é um choque de temperamentos antes de virar qualquer outra coisa: ele, metódico e incapaz de esquecer; ela, impulsiva e sem acesso à parte da vida que os liga. A série trata os dois como portadores da mesma ferida, cada um pelo seu lado, e é a aproximação entre eles que vai devolvendo a Ha-jin o que ela perdeu e obrigando Jung-hoon a lidar com o que nunca conseguiu largar.












