Criaturas em forma de esfera cobrem o céu da Coreia do Sul e começam a atacar. As primeiras unidades enviadas contra elas são destroçadas, e o ministro da Defesa anuncia em rede nacional a convocação dos alunos do terceiro ano do ensino médio — não como voluntários, e sim com a moeda que aquele país inteiro reconhece: pontos extras no vestibular. É esse o desconforto que a série instala já no primeiro capítulo. Adolescentes que estavam disputando décimos de nota numa prova passam a receber fuzil e treinamento de sobrevivência, e mais de um aceita pensando na vaga da universidade.
A turma acompanhada é a 3-2 do colégio Seongjin, transformada no segundo pelotão sob o comando do tenente Lee Chun Ho, oficial que começa aplicando o regulamento à risca e vai virando responsável por eles, auxiliado pelo sargento Kim Won Bin. Do lado civil resiste Park Eun Young, professora da turma, que repete a frase que a produção endossa: não são recrutas, são alunos.
Adaptada do webtoon de Ha Il Kwon, a história corre em dez capítulos, divididos em duas partes, e se interessa menos pela origem das esferas do que pelo que a hierarquia da sala de aula — o encrenqueiro, o primeiro da classe, os que se ignoravam — vira quando todos estão armados.












