Aos dezesseis anos, Seo Mok-ha vive na ilha de Chunsam e tem duas coisas na cabeça: sair de casa, porque o pai é violento, e cantar. A segunda é devoção a uma pessoa só, Yoon Ran-ju, a cantora de quem ela é a fã número um. Com a ajuda de Jung Ki-ho, colega de escola, Mok-ha embarca para o continente a fim de disputar uma audição. A travessia dá errado, e ela acaba sozinha numa ilha desabitada, onde fica quinze anos.
Resgatada aos trinta e um, reaparece num país que andou sem ela. Ran-ju continua cantando, e Mok-ha se aproxima até deixar de ser a fã número um para virar quem administra a carreira dela — enquanto no mesmo meio desponta Eun Mo-rae, cantora da geração que cresceu enquanto Mok-ha estava fora. Ao mesmo tempo ela procura Ki-ho, e cruza com dois irmãos, um produtor de televisão e um repórter, que parecem carregar sobre a própria identidade mais do que dizem.
São doze capítulos que alternam a comédia do descompasso — alguém devolvido a um mundo que trocou de telefone, de indústria e de vocabulário — com o peso de reconstruir uma vida do zero e de descobrir para quem, afinal, se cantava.












