Cha Soo-hyun tem 35 anos e nunca decidiu nada por conta própria. Filha de um ex-âncora de telejornal que virou presidente de partido, foi casada com o herdeiro do Grupo Taekyung num arranjo que serviu à carreira política do pai. Separada, segue sob o olhar da ex-sogra, que preside o grupo, e dirige o Hotel Donghwa.
Numa viagem a Cuba — o primeiro capítulo foi rodado inteiro em Havana — ela esbarra em Kim Jin-hyuk, 29 anos, um rapaz sem plano de carreira, que trabalha o suficiente para poder viajar e vive numa casa onde o pai toca uma quitanda. Longe da Coreia e de quem a vigia, o encontro não custa nada a nenhum dos dois.
O custo aparece na volta. Jin-hyuk é funcionário da equipe de comunicação do Donghwa: a mulher que ele conheceu em Havana comanda a empresa onde ele bate ponto. A partir daí a distância entre os dois deixa de ser só de temperamento e passa a ser de classe, de hierarquia e de exposição — a família de Soo-hyun enxerga o namoro como risco de reputação e de patrimônio, e cada gesto dela dentro do hotel tem plateia.
São dezesseis capítulos construídos menos sobre o começo do romance e mais sobre o preço de mantê-lo.












