Gatilho parte de uma premissa incomum para a Coreia do Sul, um dos países com controle mais rígido de armas de fogo do mundo: armas ilegais começam a circular pelo país e desencadeiam uma onda de violência sem precedentes. No centro da investigação está Lee Do, policial e ex-atirador de elite do Exército, que passa a rastrear a rede de distribuição enquanto os tiroteios se multiplicam — em escolas, em ruas comuns, nas mãos de gente que nunca havia tocado numa arma.
Do outro lado está Moon Baek, traficante de armas de identidade escorregadia, que distribui o armamento com um discurso próprio sobre medo e justiça e, a certa altura, se aproxima do policial como aliado improvável. Até onde vai essa aliança, e o que cada um dos dois quer de verdade, é o motor da segunda metade da história.
Com dez episódios, é um thriller de ação e crime que usa a premissa quase de ficção especulativa — o que aconteceria se armas se tornassem acessíveis num país onde praticamente ninguém as tem — como mecanismo de tensão social, e não apenas policial. O medo se espalha mais rápido que o armamento: vizinhos, estudantes e pais enlutados passam a fazer o mesmo cálculo, e a polícia se vê correndo atrás não de uma quadrilha, mas de um país inteiro armando-se por conta própria. De 2025.












