Yan Dan e a irmã gêmea, Zhixi, são as últimas herdeiras de um clã antigo cuja forma verdadeira é o lótus de quatro folhas, planta capaz de curar. Foi Ying Yuan, o mais jovem dos quatro imperadores celestiais, quem as salvou no dia em que assumiram forma humana e quem lhes deu nome. Séculos depois, Yan Dan serve como pequena imortal no palácio dele e se apaixona — mas o céu proíbe o afeto, e a lei cobra. Para curar Ying Yuan do veneno que ele contraiu na guerra entre imortais e demônios, ela consome metade do próprio coração de lótus. E é o próprio Ying Yuan quem depois arranca a raiz do sentimento dela e apaga sua memória, única forma de ela atravessar o rio do esquecimento e descer.
A outra metade da história é essa descida. Ying Yuan desce para investigar o que de fato aconteceu na guerra e é emboscado: no mundo dos homens vira Tang Zhou, caçador de demônios preso à regra da seita que o obriga a renunciar ao amor, e sem lembrança de nada. Yan Dan reaparece como espírito de flor de lótus, ao lado de Yu Mo, rei dos dez mil demônios, que a ama calado. Os três saem atrás dos quatro artefatos divinos perdidos na terra.
Fantasia chinesa de 2022, em duas partes.












