Nam Haeng Seon foi atleta de handebol e hoje administra uma loja de banchan — os acompanhamentos coreanos — perto de um dos bairros de cursinho mais competitivos de Seul. Em casa, cria Nam Hae E, filha da irmã que largou a menina ainda bebê e sumiu do país; a sobrinha a chama de mãe desde pequena. Divide a rotina com o irmão mais novo, neurodivergente, que trabalha ao lado dela na loja. Choi Chi Yeol é o instrutor de matemática mais requisitado da região, o tipo de professor-celebridade que os hagwons disputam a peso de ouro, e também um perfeccionista arisco que mal consegue comer. Os dois se estranham antes mesmo de saber o nome um do outro, e o atrito vira parceria quando ela passa a preparar as refeições dele.
Por trás da comédia romântica há uma crítica direta ao mercado de educação particular sul-coreano: a pressão sobre adolescentes, o custo que empurra famílias ao limite, os professores tratados como celebridades e os bastidores nada glamourosos disso tudo. Uma linha de suspense corre por baixo e ganha espaço na segunda metade, puxando o tom para longe da comédia pura sem amaciar a crítica social.
São dezesseis episódios em temporada única.












