Mok Hae-won tocava violoncelo e vivia de dar aulas do instrumento em Seul, até a cidade grande esgotá-la — o trabalho, e sobretudo as pessoas de quem ela foi aprendendo a desconfiar. Num inverno larga tudo e volta para Bukhyeon-ri, o vilarejo em que cresceu, onde a avó Yun Hye-ja toca a pensão Casa das Nozes e a tia Sim Myeong-yeo, romancista de best-sellers que parou de publicar, vive cercada de um passado de família que ninguém ali quer nomear.
No vilarejo, Hae-won reencontra Im Eun-seob, colega de escola que administra a Livraria Boa Noite, uma livraria independente pequena. A rotina dele cabe em quatro linhas — acordar, tomar café, ler, escrever no blog — e é essa rotina que começa a se mexer quando ela reaparece. Eun-seob foi criado por pais adotivos do lugar, tem uma irmã mais nova, Hwi, isolada pelos colegas de escola, e carrega uma solidão que nunca contou a ninguém.
Adaptada do romance de Lee Do-woo, a série sul-coreana de 2020 tem dezesseis capítulos e avança no ritmo do clube de leitura que se reúne na livraria, com membros que vão dos nove aos setenta e sete anos. O tempo lá fora, literal, marca o humor de cada capítulo; o que as duas famílias fizeram uma com a outra volta em doses medidas.












