Jewel in the Palace acompanha Seo Jang Geum desde a infância. Órfã de pais perseguidos pela corte, ela entra ainda menina para a cozinha do palácio real de Joseon, atrás de uma carta deixada pela mãe, e vai da condição de aprendiz de cozinheira à de primeira médica pessoal de um rei — posto que nenhuma mulher havia ocupado até então.
O caminho é longo e cheio de reveses. As rivais do clã que domina a cozinha real a sabotam sistematicamente; uma acusação forjada de traição a manda, junto da mentora, para a ilha de Jeju como escrava do governo; e é lá, aprendendo medicina com uma curandeira local, que ela descobre a única via de retorno ao palácio — tornar-se médica da corte e limpar o nome da mestra. De volta a Hanyang como aprendiz, reencontra as mesmas adversárias em cargos ainda mais altos, e conta com o apoio discreto de um oficial da corte que a acompanha desde cedo.
A série é lembrada por dois motivos que raramente convivem: o detalhismo quase documental sobre culinária e medicina tradicionais coreanas, e o apelo popular de uma história de superação que ultrapassou a Coreia do Sul e virou fenômeno de exportação cultural em toda a Ásia nos anos 2000.
Com 54 episódios, tem o fôlego dos sageuks de época, que acompanham a protagonista ao longo de décadas. De 2003, é um dos doramas históricos mais influentes já feitos.












