O título original de Meu Querido Nêmesis vem de 'dragão negro', apelido que o coreano usa para zombar das fantasias grandiosas da adolescência — o personagem sombrio e todo-poderoso que muita gente inventou aos treze anos e depois preferiu esquecer.
Baek Soo-jung lidera a equipe de planejamento da maior rede de lojas de departamento do país. É boa no que faz, reconhecida pelo desempenho e incapaz de engolir desaforo, inclusive de quem está acima dela. O novo diretor da divisão de planejamento estratégico, Ban Joo-yeon, é herdeiro do grupo e chega com um problema que só os dois conhecem: dezesseis anos antes, eles se conheceram dentro de um jogo on-line, onde ele usava o apelido de dragão negro e ela, o de morango. Ele se declarou, ela o dispensou, e a lembrança ficou entre as piores da vida dela — e a primeira decepção séria da vida dele.
Agora ele é o chefe, ela é a subordinada, e o passado que os dois gostariam de enterrar decide o clima das reuniões. São doze episódios, formato compacto que a comédia romântica coreana recente vem preferindo, e a graça está menos na disputa de escritório do que no descompasso entre as duas versões de cada um: a que trabalha com competência e a que ainda mora naquele servidor de jogo.












