Dan é um anjo atrapalhado a quem se dá uma última missão antes da promoção: encontrar o amor verdadeiro de Lee Yeon Seo. Ela é bailarina, herdeira da companhia Fantasia e, desde o acidente em cena que lhe tirou a visão, trata todo mundo à sua volta com uma hostilidade calculada — é o jeito que achou de não depender de ninguém. A regra da missão é explícita e não admite exceção: ele deve arranjar esse amor, não ser ele próprio o objeto. É dessa proibição, e da punição prevista para quem a quebra, que a série extrai o melodrama.
Em volta dos dois corre uma disputa de família pelo controle da companhia de balé, com uma tia à frente da direção e uma prima na fila do palco, ambas dispostas a bem mais do que intriga de bastidor. O balé não é apenas cenário: ensaios, hierarquia de elenco e o peso de voltar à cena sem enxergar ocupam boa parte da trama.
É fantasia romântica de rede aberta, e o tom é bem mais grave do que a classificação de comédia na ficha sugere — a série trabalha o tempo todo com a ideia de que o afeto tem prazo e tem preço. Os trinta e dois episódios correspondem à exibição, em blocos curtos, de uma temporada de dezesseis capítulos.












