Três amigas de faculdade, todas com trinta anos, dividem a mesma casa em Seul e entram na indústria audiovisual coreana por três portas diferentes. Im Jin-joo escreve roteiro de drama, tem oscilações de humor e insiste em escrever com pretensão literária. Lee Eun-jung dirige documentário desde que era menina e toca uma produtora onde ela é a única funcionária — até que um de seus filmes vira um sucesso que ninguém previa. Hwang Han-joo chefia o marketing de uma produtora de dramas, separou-se de um comediante conhecido e cria sozinha o filho, In-guk, tentando fazer caber o trabalho e a criança no mesmo dia.
Ao redor delas gira o próprio meio: o diretor Son Beom-su, com quem Jin-joo passa a trabalhar; Kim Hwan-dong, assistente de direção e ex-namorado dela; Choo Jae-hoon, novato na equipe de Han-joo. Reunião de pauta, leitura de mesa, briga de bastidor e prazo estourado aparecem com o mesmo interesse que um jantar entre amigas.
O registro é o de uma comédia de conversa: diálogo rápido, piada em cima de frustração profissional, humor que raramente levanta a voz. O peso — dinheiro curto, casamento desfeito, luto — entra no meio da conversa, sem a moldura de melodrama que o título brasileiro sugere.












