O Florescer da Peônia acompanha He Weifang, filha de comerciante casada à força com o herdeiro de uma família que cobiçava o dote dela. A promessa que a levou a esse casamento — um remédio de tributo capaz de salvar a mãe — se revela falsa, e a mãe morre. Weifang decide então fazer o que quase nenhuma mulher da dinastia Tang podia fazer sem se arruinar: obter a separação, deixar Luoyang e recomeçar sozinha em Chang'an, a capital.
O que ela leva consigo é a única herança que a mãe conseguiu lhe deixar, o conhecimento do cultivo de peônias — flor que a China imperial associava a riqueza e status, e que na capital vale dinheiro de verdade. De uma primeira loja de flores ela vai construindo um negócio, com a ajuda de um funcionário da corte encarregado justamente de flores e aves, e passa a ensinar o ofício a outras mulheres em situação parecida, para que tenham renda própria.
São 32 episódios, e o registro é o de ascensão pelo trabalho e pelo comércio, não o de intriga de palácio — deslocamento que ganhou força nas produções chinesas de época recentes. A política aparece, mas chega a Weifang pelo caminho dos contratos, das licenças e dos concorrentes, e o título brinca com a expressão tradicional que compara a beleza de uma mulher à da peônia.












