Choi Yee-jae passou sete anos tentando entrar no mercado de trabalho e nunca conseguiu. Uma entrevista decisiva arruinada por um acidente na rua, a dívida de estudante que não some, bicos emendados uns nos outros, o dinheiro juntado a duras penas perdido num golpe de investimento, o namoro de anos rompido por vergonha e, por fim, o despejo do quarto alugado. Sem nada disso ter sobrado, ele decide se matar — e a Morte, ofendida pelo bilhete que ele deixa, se recusa a aceitar o suicídio como atalho. A punição é precisa: em vez de morrer uma vez, ele morrerá doze. A alma de Yee-jae passa a acordar dentro do corpo de pessoas que estão prestes a morrer, e ele precisa atravessar cada uma dessas mortes por dentro. Se conseguir escapar de alguma, fica com aquela vida.
O Jogo da Morte transforma essa regra em estrutura: cada corpo é quase um curta autocontido, com gênero e tom próprios, do thriller corporativo ao drama familiar, enquanto a trama de fundo avança com Yee-jae tentando decifrar as brechas do jogo e entender por que foi escolhido.
São oito episódios, adaptados de um webtoon, e o formato permite trocar de registro sem soltar o fio emocional: a pergunta sobre quanto vale uma vida que o próprio protagonista tentou descartar.












