Na corte de Joseon, parto de gêmeos é lido como presságio funesto. Quando a esposa do príncipe herdeiro dá à luz um menino e uma menina, a ordem é matar a filha; a mãe implora pela vida da criança e consegue apenas que ela seja tirada do palácio em segredo, para crescer longe de tudo sem saber de onde veio. Anos mais tarde, já de volta ao palácio como serva, ela vê o irmão gêmeo — o príncipe herdeiro — ser assassinado. A mãe esconde a morte e a obriga a assumir o nome, o lugar e o futuro de Lee Hwi.
O Rei de Porcelana acompanha Lee Hwi já adulta, sustentando o disfarce diante de uma corte inteira. Cada gesto, cada decisão de Estado, cada dia de aula precisa ser calculado para não trair o segredo — e o risco aumenta quando é nomeado seu tutor real justamente o rapaz que ela conheceu e amou quando ainda era serva, e que não faz ideia de quem ela é. A série trata o disfarce não como recurso cômico, e sim como fardo: a solidão de quem não pode deixar ninguém chegar perto.
São vinte episódios, com fôlego para a disputa entre facções da corte e para o amadurecimento de uma figura pública que nunca pôde ser honesta sobre quem é.












