Pela Eternidade é a metade contemporânea de uma história que a escritora Mo Bao Fei Bao publicou em duas partes — a outra, ambientada num passado histórico, virou uma série própria. Aqui não há salto de época nem viagem no tempo: tudo se passa na China de hoje.
Shi Yi é dubladora, das mais requisitadas do meio, discreta e de temperamento contido. Zhousheng Chen é professor de química recém-chegado do exterior. Os dois se cruzam por acaso num aeroporto e ficam, cada um, com a impressão do outro gravada.
O que move a trama é a fábrica de bules de barro roxo da família Zhousheng, um ofício artesanal tradicional em decadência. Para salvá-la, Zhousheng Chen aceita a condição imposta em casa — noivar e assumir o negócio —, recusa o arranjo que os parentes tinham preparado e pede em casamento a mulher do aeroporto. O que começa como acordo vira outra coisa: Shi Yi passa a ajudá-lo na gestão e a servir de ponte entre ele e os mais velhos do clã, enquanto a casa se divide entre irmãos, primos e uma madrasta que manda na casa. Sobre ele pesam a pressão da família, a hostilidade de quem esperava herdar e o risco de perder o ofício que tenta preservar.












