Han Young-su é mãe atenciosa dentro de casa e, diante de criminosos, uma arma humana sem clemência nenhuma. A habilidade dela é bem específica: tomar o cérebro do outro e editar a memória dele — apagar, plantar, reescrever aquilo que a pessoa acredita ter vivido. Quem mora com ela também tem dons próprios. Baek Cheol-hui, o marido, é de bom coração e briga muito bem; Baek Gang-seong, o mais velho da casa, arbitra as discussões; e há ainda os dois filhos, Baek Ji-hoon e Baek Ji-u.
O detalhe que sustenta a trama é que essa família não é uma família. São cinco pessoas com habilidades que se disfarçaram de núcleo familiar para tentar, a partir daí, uma vida comum. A vida comum não vem. O crime reaparece à volta deles na cidade de Geumsu — na escola dos filhos, numa igreja de fiéis fervorosos, na delegacia local — e o grupo escolhe, todas as vezes, prometer o inferno aos culpados em vez de sumir do mapa.
Produção sul-coreana de 2024 em seis capítulos, com roteiro de Kim Jung-min e direção da dupla Kim Gok e Kim Sun. O resultado fica entre a comédia negra, o thriller criminal e a fantasia, e a memória editada é o motor de quase tudo.












