O título completo da série é Porta Secreta: o Caso de Assassinato do Uigwe, e é esse crime que move os vinte e quatro capítulos. Na Joseon de meados do século XVIII, o rei Yeongjo governa apoiado na facção Noron, cujo chefe, Kim Taek, ocupa a chefia do Conselho de Estado. Seu filho, o príncipe herdeiro Yi Seon — o futuro príncipe Sado —, foi formado por Park Mun-su, preceptor do herdeiro e homem forte da facção rival, os Soron, e sonha com um reino em que todos valham o mesmo. Quando testemunhas ligadas ao uigwe, o registro protocolar que a corte mantém de cada cerimônia de Estado, começam a aparecer mortas, o herdeiro decide apurar por conta própria — e cada passo da investigação o afasta mais do pai.
Ao lado dele entram dois personagens inventados para a série: Seo Ji-dam, filha de um vendedor ambulante de livros, com memória e teimosia de sobra para juntar as peças, e Na Chul-joo, chefe de um bando de espadachins que opera nos arredores da ponte Gwangtong. É sageuk político e policial ao mesmo tempo: apurar o crime e disputar o poder são aqui a mesma coisa, e é esse processo que corrói, capítulo a capítulo, o que ainda restava entre pai e filho.












