Hong Hee-joo e Baek Sa-eon estão casados há três anos e não conversam. Não dividem refeição, não trocam frase: o casamento foi arranjado entre duas famílias — ela, enteada do dono do maior jornal do país; ele, filho de um dos favoritos à Presidência e neto de um figurão que ocupou todos os cargos, menos aquele. Sa-eon é o mais jovem porta-voz que a Presidência coreana já teve, com passado de correspondente de guerra, negociador de reféns e âncora de telejornal. Hee-joo é intérprete de língua de sinais e tem mutismo seletivo desde a infância; a casa dos dois é uma vitrine, e nada mais.
O silêncio se rompe quando um sequestrador telefona e faz uma exigência. Dali em diante, manter a fachada deixa de ser possível, e cada novo telefonema empurra os dois para trás — para o que cada um escondeu do outro desde o primeiro dia e para a origem do silêncio dela.
Em volta circulam um psiquiatra que foi veterano de Hee-joo na faculdade e a acompanha de longe, uma âncora de televisão que admira o porta-voz e a sogra dela, professora de psicologia criminal e especialista em negociação. Doze capítulos exibidos entre novembro de 2024 e janeiro de 2025.












