Um rádio comunicador velho põe em contato duas épocas. De um lado, no presente, o perfilador Park Hae-young e a detetive Cha Su-hyun, da equipe encarregada dos casos arquivados há muito tempo; do outro, o investigador de crimes violentos Lee Jae-han, que trabalha entre o fim dos anos 1980 e a virada do milênio. São trinta anos que a transmissão atravessa, e cada chamada reabre um processo que a polícia da época preferiu fechar: o sequestro de uma menina que era colega de infância de Hae-young, uma série de assassinatos no sul de Gyeonggi, uma sequência de furtos em casas de gente influente, o desabamento de uma ponte, um estupro coletivo numa escola do interior. Vários desses casos têm modelo reconhecível em crimes que a Coreia do Sul não resolveu.
O mecanismo não serve ao espetáculo. Mudar o passado corrige uma injustiça e cobra o preço em outro ponto do presente, quase nunca de quem errou. Su-hyun, que no passado era a novata treinada por Jae-han, é quem mede a distância entre as duas pontas: ela envelheceu com os casos, ele não.
Dezesseis capítulos exibidos entre janeiro e março de 2016, com um caso fechado por bloco e, correndo por baixo de todos, o mistério do que aconteceu com o detetive do outro lado da linha.












