Gang Nam-soon se perdeu dos pais numa viagem à Mongólia quando ainda era criança e cresceu no meio da estepe, criada por pastores que a chamaram de Tsetseg. Aprendeu a montar, a derrubar lutadores adultos sem esforço e a assistir novela coreana para não esquecer a língua — porque nunca abandonou a ideia de voltar e encontrar a família. Adulta, desembarca em Gangnam com pouco mais que uma foto antiga e descobre que a força absurda que sempre teve é herança: a mãe, empresária riquíssima do bairro, e a avó carregam a mesma coisa, passada de mulher para mulher na linhagem.
O reencontro é só metade da história. A outra é uma droga sintética nova circulando pela cidade, investigada por um detetive que Nam-soon acaba ajudando, e uma empresa de fachada por onde a distribuição passa sem levantar suspeita. A série alterna o humor físico de três gerações de mulheres impossíveis de segurar com uma trama policial que fica bem mais dura do que o primeiro episódio sugere.
São dezesseis episódios, derivados do mesmo universo de Mulher Forte Do Bong-soon, de quem Nam-soon é parente distante. O trunfo está no contraste: uma protagonista que não entende metade das regras sociais de Seul e resolve quase tudo levantando o que estiver na frente, num bairro cuja moeda principal é a aparência.












