Park Hae-kang comanda uma corretora de fachada para uma casa de jogo e precisa de 10 bilhões de wones. É o preço de entrada no One Club, o círculo em que um procurador-geral, um ministro do Supremo e o dono de um grande jornal combinam entre si quem será o próximo presidente do país — e a conta sobrou para ele depois que o chefe foi preso e a empresa caiu sob auditoria. Vendeu o carro, vendeu o apartamento, e ainda falta quase tudo.
A saída aparece num detalhe de contabilidade: o fundo de reserva de um condomínio é dinheiro que os moradores pagam todo mês, em parcelas pequenas, e que ninguém confere. O conjunto onde Hae-kang mora tem cerca de dez mil unidades. Para chegar ao cargo de síndico geral, porém, é preciso ter família: os outros candidatos se inscrevem com esposa e filhos. Ele contrata uma. Kang Ha-ri, reprovada no exame da ordem e sustentando diante dos parentes a mentira de que virou advogada, assina um contrato de parentesco por horário fixo.
O que se segue é uma comédia de crime jogada em escala de condomínio — eleição de bloco, mutirão de entrega, guerra no mural, taxa de aquecimento zerada em 123 apartamentos e um morador da cobertura que manda mais que o síndico. Produção sul-coreana de 2026.























