Verão de 2007. A física de partículas para de fazer sentido: experimentos de alta energia devolvem resultados incompatíveis entre si e cientistas de primeira linha se matam, deixando bilhetes que dizem a mesma coisa — a física não existe. Uma delas é Yang Dong, encontrada morta em casa. O policial Shi Qiang leva o nanocientista Wang Miao ao centro de operações conjunto e o encarrega de se infiltrar na Fronteira da Ciência, sociedade acadêmica que aparece na trajetória de quase todos os suicidas.
Wang Miao passa então a ver uma contagem regressiva — primeiro nas fotos que ele mesmo revela, depois no próprio campo de visão — e ela só cessa quando ele interrompe a pesquisa em nanomateriais que dirige. E há o jogo: um simulador em que dinastias chinesas inteiras tentam prever quando o sol vai nascer, e são queimadas ou congeladas quando erram a conta.
A segunda linha da série está na Revolução Cultural, com a jovem astrofísica Ye Wenjie na base militar de Costa Vermelha, e é ela que explica o que o presente não consegue. Adaptação chinesa do romance de Liu Cixin, com trinta episódios de quarenta minutos numa temporada, exibida em 2023. Não corta o tempo que as ideias de física levam para se armar em cena.












