Moon Gang-tae trabalha como cuidador em enfermarias psiquiátricas e muda de cidade toda primavera. Muda por causa do irmão mais velho, Moon Sang-tae, ilustrador no espectro autista: quando os dois eram crianças, a mãe foi assassinada diante de Sang-tae, e a única coisa que ele soube dizer é que o assassino era uma borboleta. Desde então, todo ano em que as borboletas aparecem, ele entra em pânico e os dois vão embora.
A parada da vez é o hospital psiquiátrico OK. Lá Gang-tae cruza com Ko Moon-young, autora de livros infantis de enorme sucesso e enorme crueldade, com traços de personalidade antissocial que ela não faz o menor esforço para disfarçar. Ela decide que quer Gang-tae e não recua; ele recusa, porque cuidar de Sang-tae nunca deixou espaço para mais nada.
Produção coreana de 2020 em dezesseis episódios e uma temporada, a série usa os contos de Moon-young — fábulas ilustradas cujo final não conforta ninguém — como o que os três não conseguem dizer em voz alta. Cada bloco de capítulos acompanha um paciente do hospital, tratado como pessoa com história inteira e não como metáfora do impasse dos protagonistas, e o passado das duas famílias vai se aproximando mais do que qualquer um deles gostaria.




























