Cha Yu Ri estava grávida de nove meses quando foi atropelada. Levada ao hospital em que o marido trabalhava como cirurgião, ela não resistiu; a filha foi salva. Cinco anos depois, Yu Ri continua por ali em forma de fantasma, presa ao mundo dos vivos, acompanhando de perto a vida que perdeu — até receber uma chance que não pediu: voltar em carne e osso por 49 dias e, nesse prazo, retomar o lugar de esposa e de mãe. Se não conseguir, parte de vez.
O problema é o que existe hoje naquele lugar. O marido largou a sala de cirurgia depois do acidente e casou de novo. E a menina cresceu chamando outra mulher de mãe, sem nunca ter conhecido Yu Ri — não há lembrança a recuperar, há uma desconhecida querendo entrar. Toda a delicadeza da série mora nesse detalhe.
Os 49 dias funcionam como contagem regressiva, número de peso ritual no budismo, e o sobrenatural entra com leveza: fantasmas de bairro, burocracia do além, piada boa no meio do luto. Mas o dilema é adulto e não tem saída limpa. Retomar o próprio lugar significa desmontar o arranjo que sustentou marido e filha nesses cinco anos, e Yu Ri precisa decidir de quem é a felicidade que importa. São 16 episódios.












