Em 1998, com a Coreia do Sul sob o resgate do FMI e o chão tremendo debaixo de todo mundo, uma menina de dezoito anos e um rapaz de vinte e dois se encontram. Ela é Na Hee-do, esgrimista teimosa que arruma briga de propósito só para conseguir a transferência ao colégio Taeyang, onde há time de esgrima e onde treina Ko Yu-rim, medalhista da seleção nacional e ídolo dela. Ele é Baek Yi-jin, que se reveza entre a locadora de gibis e a entrega de jornais, e que quer ser repórter — na UBS, a mesma emissora em que a mãe de Hee-do é âncora do jornal da noite e quase nunca está em casa.
O título é um calendário afetivo, e a própria série o explica: aos vinte e dois e dezoito eles disseram o nome um do outro pela primeira vez; aos vinte e três e dezenove, se apoiaram; aos vinte e quatro e vinte, se feriram; aos vinte e cinco e vinte e um, se amaram.
A esgrima não é cenário decorativo: a rivalidade com Yu-rim, que vai virando amizade difícil, sustenta metade da trama, ao lado dos amigos de escola. E há uma moldura no presente, em que a filha adolescente de Hee-do lê os diários antigos da mãe.












