Na Pequim dos anos 1930, o empresário Cheng Feng Tai assiste a uma apresentação de ópera de Pequim, tira o ator do meio de uma plateia hostil e sai de lá fascinado. O ator é Shang Xi Rui, intérprete de papéis femininos — os papéis dan —, um forasteiro que tomou a cena da cidade com leituras ousadas de clássicos. Do encontro nasce uma aliança improvável: o empresário banca a reconstrução da casa de ópera e a formação de novos atores, o artista lhe dá um mundo que o dinheiro não comprava. Fan Xiang Er, mulher de Feng Tai, acompanha de perto uma proximidade que a família não aprova.
A trama corre até a invasão japonesa, em 1937, quando manter a ópera de pé deixa de ser questão artística e vira questão de posição: continuar cantando, para quem e a que preço. Em volta, um elenco de figuras secundárias mostra quanta gente, naquele meio, tinha pouquíssima margem para escolher o próprio destino.
Adaptada de um romance, a série foi tratada no lançamento como uma das produções mais cuidadosas do gênero — cenografia, figurino e coreografia de palco recebem atenção quase documental, o que pesa a favor de quem se interessa pelo pano de fundo histórico tanto quanto pelo enredo. São quarenta e nove episódios em temporada única.












