Yi San narra a trajetória do neto do rei Yeongjo até o trono de Joseon, catorze anos depois de seu pai, o príncipe herdeiro Sado, ser condenado à morte pelo próprio avô — trancado até morrer dentro de um baú de arroz, um dos episódios mais sombrios da história dinástica coreana. A série começa com o protagonista ainda menino, implorando pela vida do pai ao lado de dois amigos de infância que trabalhavam no palácio, e retoma anos depois, quando os três se reencontram adultos.
Criado sob suspeita permanente, ele precisa sobreviver às facções da corte — sobretudo à Noron — que temem o que fará com o poder assim que o herdar. A ameaça não é só política: sua condição de herdeiro é contestada a cada nova conspiração, e chegar ao trono não encerra o cerco, apenas muda o campo de batalha.
Ao lado dele está a filha de um pintor da corte, morto quando ela era criança, amiga do protagonista desde os tempos de palácio e depois consorte real — uma das linhas afetivas que atravessam a saga inteira.
É um dorama histórico longo, de 77 episódios, no formato típico dos sageuks de emissora aberta coreana dos anos 2000, que acompanham reinados inteiros em vez de recortes de poucos meses. De 2007, é uma das referências do gênero, num momento em que esse tipo de produção dominava a grade.












