Na infância, Kim Hye-jin era a menina bonita e abastada da turma, e Ji Sung-joon, o garoto acanhado que ela protegia. Quinze anos depois tudo se inverteu: a editora do pai faliu, Hye-jin virou uma adulta de cabelo crespo e sardas, morando de favor com uma amiga e emendando bicos, enquanto Sung-joon reapareceu como subeditor-chefe da revista de moda The Most, bonito e bem posicionado. Quando ele a procura para o reencontro que os dois haviam prometido na infância, Hye-jin não tem coragem de aparecer e manda em seu lugar a melhor amiga, Min Ha-ri, gerente de concierge de hotel.
A troca não termina naquela tarde: Ha-ri segue no papel, encontro após encontro. E, quando Hye-jin enfim consegue um emprego fixo na editora, descobre que foi parar sob o comando justamente de Sung-joon — que a trata com desprezo, sem imaginar quem ela é, e a leva a esconder a identidade em vez de revelá-la.
Kim Shin-hyuk, diretor de pauta da mesma revista, fecha o quadrilátero: excêntrico, difícil de ler, com uma vida dupla própria. São dezesseis capítulos construídos em torno da pergunta que a produção pôs no centro do projeto — quanto você vive como protagonista da própria vida —, com a aparência servindo de instrumento mais cruel para fazê-la.




























