Manpuku é a nonagésima nona asadora da NHK — as novelas matinais japonesas de quinze minutos, exibidas de segunda a sábado ao longo de meio ano. Foram cento e cinquenta e um capítulos entre outubro de 2018 e março de 2019, cobrindo de 1938 à primavera de 1971. A história é livremente inspirada no casal que inventou o lámen instantâneo no Japão, mas troca nomes de pessoas e de empresas: no lugar deles estão Tachibana Fukuko e o marido, Manpei.
Fukuko sai do colégio feminino para trabalhar como telefonista num grande hotel de Osaka, casa-se em 1942 e atravessa a guerra e o pós-guerra acompanhando as invenções sucessivas do marido. Eles fabricam carimbos, montam uma salina, desenvolvem um alimento nutritivo — e cada negócio termina pior que o anterior, com prisões pelas forças de ocupação, multa, confisco e a dissolução da empresa. Depois de anos à frente de uma cooperativa de crédito, Manpei volta ao quintal de casa para tentar um macarrão que fique pronto só com água quente.
A série leva isso até a invenção de 1958, a briga de patente com imitadores e, no último trecho, o macarrão em copo. O ponto de vista é sempre o de Fukuko.












