Cha Cha-woong é mágico de sucesso, de beleza gelada e língua pior, e o segredo do número não é técnica: ele enxerga fantasmas e trabalha com eles. A equipe da sua fábrica de mágica é feita de mortos — a força bruta fica com um ex-gângster de camisa de fênix e corrente de ouro —, e foi o avô, xamã que a vida inteira serviu ao general Choi Geom, quem lhe deixou tanto o dom quanto o espírito guardião que acompanha a família há gerações.
Go Seul-hae não é a cética que a premissa pediria. É policial de posto de bairro, movida a senso de justiça, e tem poder próprio: nasceu sob a guarda das sete estrelas, destinada a realizar entre os vivos o que o céu decide. Quando os dois se cruzam, deixa de ser caso avulso.
O que os liga vem de longe. Numa vida anterior ele foi Pungbaek, sumo sacerdote do reino de Seora, e ela foi a princesa Cheonhwa. O príncipe de um reino vizinho, Hae Cheonmu, não a esqueceu: virou espírito maligno, possui os vivos e é o assassino em série que dez anos antes matou o pai de Seul-hae, policial que investigava justamente esses crimes. Comédia por fora, vingança de outra era por dentro.












