A família Tawara descende de uma linhagem lendária de ninjas e serviu em silêncio ao governo japonês até a missão que custou a vida do filho mais velho. Depois daquilo, o pai encerrou o ofício e tentou fabricar normalidade para todo mundo: uma cervejaria de saquê às voltas com dívidas, empregos comuns, nenhuma pergunta sobre o passado. Só que ninguém largou de verdade. O segundo filho, o mais habilidoso de todos e o que menos quer voltar a matar, carrega a culpa pela morte do irmão; a filha rouba obras de arte de museu nas horas vagas; o caçula, criado sem saber o que a família é, descobre sozinho e quer treinar. Quando um clã rival volta a se mexer, o passado cobra a conta.
House of Ninjas usa a mitologia ninja como pretexto para uma história sobre uma família disfuncional obrigada a se reencontrar sob pressão — cada um lidando de um jeito com o que significa voltar a ser aquilo que fingiu ter deixado para trás. A ação é bem coreografada, mais física e menos estilizada que boa parte do gênero, e divide espaço com cenas de convivência doméstica que fazem o contraste funcionar.
São oito episódios, temporada compacta que termina deixando ganchos abertos.












