Cha Dal-geon é dublê de cinema quando o avião em que seu sobrinho viaja cai, matando todos a bordo. Insatisfeito com a versão oficial — falha mecânica — e sem conseguir que ninguém o leve a sério, ele parte sozinho atrás de provas e esbarra em Go Hae-ri, agente novata do serviço de inteligência coreano infiltrada como funcionária de embaixada no Marrocos. Juntos, os dois descobrem que a queda está ligada a um esquema de corrupção em torno de um contrato bilionário de compra de caças para o governo — e que a fabricante de armas por trás do negócio tem gente sua até no alto escalão coreano.
Vagabond mistura ação de espionagem com crítica política direta: quase nenhuma instituição no caminho de Dal-geon e Hae-ri está livre de suspeita, do Ministério da Defesa à Casa Azul. A série intercala perseguições, explosões e lutas coreografadas em escala de blockbuster com um enredo de conspiração que se estende, com reviravoltas, pelos 16 episódios. Dentro do próprio serviço de inteligência, um chefe de equipe rigoroso atrapalha tanto quanto ajuda; fora dele, o poder de verdade está com lobistas e executivos que nunca aparecem nos comunicados oficiais.
O desfecho deixa a resolução mais em aberto do que o gênero costuma entregar, e boa parte da discussão em torno da série girou justamente em torno disso.




























