SPEC é um policial japonês de 2010, exibido pela TBS em dez capítulos de pouco menos de uma hora, e foi concebido dentro do mesmo universo de um seriado de 1999 feito pela mesma equipe. A premissa anunciada pela emissora é simples e paranoica: existem pessoas com faculdades que fogem ao comum — sentidos hiperdesenvolvidos, capacidade física fora de escala, inteligência excepcional —, os governos do mundo já perceberam isso, e há uma disputa surda em curso longe dos olhos do público.
A polícia metropolitana de Tóquio mantém, dentro do departamento de segurança pública, uma seção encarregada dos casos indeterminados, apelidada de Mishou: para lá vão as ocorrências que a divisão de homicídios não consegue explicar. Ali trabalha Saya Toma, investigadora de QI 201, excêntrica, com o braço esquerdo preso numa tipoia e uma mala vermelha sempre a tiracolo.
O parceiro chega punido. Takeru Sebumi, ex-comandante de esquadrão do grupo tático, foi transferido depois de ser acusado de atingir por engano um subordinado durante uma operação. É cabeça raspada, cara fechada, obcecado por armamento; ela raciocina, ele age. Sobre os dois manda Kotaro Nonomura, velho chefe de seção que todos tratam como peso morto. Os criminosos que perseguem têm SPEC — e um garoto de treze anos que se apresenta como rei deste mundo aparece e reaparece no meio deles.












