Os recém-casados Nana e Shota Tezuka — ela quinze anos mais velha, designer que trabalha de casa; ele, instrutor de academia — acabam de comprar um apartamento no edifício Kiunque Kuramae. Na reunião de moradores a que Nana comparece, a conversa descamba num passatempo: cada um escreve num papel o nome de alguém que gostaria de ver morto, deposita numa caixa e sorteia o papel de outra pessoa, sem revelar o que tirou. É o jogo do assassinato trocado, e a regra que ninguém diz em voz alta é que cabe a quem sorteou executar o nome sorteado.
Naquela mesma noite, o zelador Tokoshima despenca do terraço e morre, e um papel com a palavra “zelador” amanhece pregado no mural da entrada. A partir daí os nomes escritos na caixa vão virando cadáveres, um a um, todos encontrados com o rosto sorrindo. Nana e Shota passam a investigar os vizinhos por conta própria — o casal do 402, a estudante de matemática do 202, o ex-bancário aposentado do 103 —, sem saber quem cumpriu o papel que tirou e quem apenas o guardou.
São vinte capítulos divididos em dois blocos, com um especial no meio; o segundo bloco, batizado de contra-ataque, inverte a posição de quem persegue e de quem é perseguido.












