O protagonista não tem nome. No mangá de Konkichi que deu origem à série ele é apenas “o protagonista”; no live-action, chamam-no de Mob, o termo japonês para figurante — o personagem de fundo que existe só para encher a cena. Um dia ele percebe onde está: dentro de um mundo de mangá BL, em que qualquer dupla de homens acaba inevitavelmente em romance. Por um tempo isso o tranquiliza, porque figurante não vira par de ninguém. Até descobrir que “comum” é exatamente o atributo que o gênero adora promover a protagonista.
A partir daí é guerra declarada. Mob, que gosta de mulheres e de gatos, passa a ler pilhas de BL para aprender a reconhecer as situações antes que elas se fechem e desviar de cada uma. Não adianta muito: seu círculo de amigos da faculdade já é inteiramente formado por casais, e o irmão mais novo, Ayato, ainda no colégio, está no meio do próprio triângulo, entre o melhor amigo que se declarou e o colega que gosta dele em silêncio.
É comédia metalinguística e curta, estreada em 2021 e continuada em temporadas seguintes, que trata as convenções do gênero como armadilhas visíveis e faz do humor a resistência de um homem decidido a não se comover.












