Aoshima Shunsaku era um vendedor de sucesso que largou a empresa para virar policial. Depois de um período no posto de bairro, consegue a transferência que queria e chega à seção de crimes violentos da delegacia de Wangan, na orla da baía de Tóquio — uma unidade que os colegas apelidaram de delegacia do terreno baldio. Na primeira ocorrência ele descobre a regra da casa: havendo homicídio, monta-se ali uma central de investigação e a capital manda seus quadros de carreira, que assumem o interrogatório, a busca e a prisão. Ao delegado do bairro sobram a papelada e a rua.
Os onze capítulos de 1997 trocam o tiroteio e a perseguição de carro por outra coisa: a polícia tratada como organização, com a matriz de um lado e a filial do outro, disputa interna, competência engavetada por hierarquia. Aoshima se apoia no veterano Waku, prestes a se aposentar, em Onda Sumire, a única mulher da seção de furtos, e em Mashita, colega mais novo e de patente muito superior por ser concursado de elite. Do outro lado da mesa está Muroi Shinji, o supervisor mandado pela capital, que começa tratando todo mundo com desprezo. “Se quer fazer o certo, suba de posto”, diz Waku — e é disso que a série trata.












