Jimenshi é o nome que o Japão dá a um golpe específico: alguém se faz passar pelo dono de um terreno, oferece a propriedade à venda com documentos falsos e some com o dinheiro. Os Golpistas de Tóquio segue uma quadrilha que vive disso, inspirada numa fraude de 2017 que custou cerca de 5,5 bilhões de ienes a uma grande construtora.
Tsujimoto Takumi vendia imóveis na pequena imobiliária do pai, em Yokohama, quando um negócio fechado por ele próprio se revelou um golpe de jimenshi. A empresa quebrou e o pai ateou fogo à casa: morreram a mãe, a mulher e o filho pequeno de Takumi. Anos depois ele é o negociador da equipe de Harrison Yamanaka, ex-quadro do crime organizado, cortês com todo mundo e caçador nas horas vagas.
Ao redor trabalham Goto, ex-escrivão de registros que conhece a lei por dentro, Reiko, que recruta e treina velhos sem família para o papel de proprietário, Nagai, falsificador de documentos, e Takeshita, o levantador de informações. Depois de um primeiro golpe bem-sucedido, Harrison mira o estacionamento de um templo em Takanawa e uma incorporadora gigante, cujo diretor de projetos precisa de terreno a qualquer custo. Do outro lado, o veterano Tatsu, da segunda divisão de investigação da polícia de Tóquio, vai fechando o cerco. São sete capítulos.












