Os Olhos Dourados adapta um romance chinês de literatura de internet do autor Dayan. Zhuang Rui é auxiliar de casa de penhores: passa o dia avaliando a tranqueira que os outros empenham, ganha pouco e não tem futuro nenhum à vista. Até um acidente deixar sequela nos olhos dele. A sequela é um dom — ele passa a enxergar através das coisas e a saber, sem tocar, se um jade é verdadeiro, o que há dentro de uma pedra bruta ainda fechada e onde está o remendo de uma peça antiga falsificada.
O que faria de qualquer um um homem rico o arrasta para um meio bem menos simpático que uma vitrine de leilão. Garimpo de pedra bruta, antiguidade sem procedência, escavação clandestina, gente que vive justamente da dúvida sobre autenticidade: um sujeito que nunca erra é ameaça direta a esse negócio. Uma policial desconfia dele e passa a rondar seus passos, e a própria origem do dom se enreda com o desaparecimento do avô.
São 56 episódios, e o formato longo permite alternar casos fechados de trapaça e autenticação com o arco maior sobre o preço que esses olhos cobram de quem os tem. É aventura urbana com crime: o golpe e a investigação movem a trama, mas a explicação de tudo é sobrenatural.












