O Rei Eterno segue Lee Gon, imperador de um Império da Coreia que nunca deixou de existir — um universo paralelo ao nosso, onde a monarquia sobreviveu ao século XX. Ainda menino, ele viu o pai ser assassinado pelo próprio meio-tio, Lee Lim, que buscava o Manpasikjeok, a flauta lendária ligada ao equilíbrio entre os mundos. Adulto, perseguindo um vulto misterioso, Gon atravessa sem querer a passagem que separa seu império da Coreia do Sul republicana e ali encontra a policial Jeong Tae Eul, cujo documento de identidade ele guarda há anos sem conseguir explicar por quê.
Enquanto os dois constroem uma relação que atravessa as duas realidades, Lee Lim — que sobreviveu ao golpe e transita entre os mundos desde então — vai substituindo pessoas pelas suas versões alternativas do outro lado, e cada troca desestabiliza os dois países ao mesmo tempo.
A série mistura romance, ficção científica e suspense policial, e usa a duplicidade dos universos para comentar a si mesma: quase todo personagem tem um sósia com outra vida, outro nome e outro caráter. O capitão da guarda real do império, por exemplo, tem por contraparte um funcionário público desastrado do lado republicano, e a semelhança física entre os dois vira ferramenta de trama.
São dezesseis episódios, formato padrão do fantástico coreano contemporâneo. De 2020.




























